Dos cinco dedos da mão é somente um que aponta
De tuas palavras são muitas as que ferem
Bastava um olhar para saber o porquê de se estar caminhando em estradas flutuantes
Sem perceber nossas rotas se cruzam pode ter certeza
Pois, em todos os caminhos possíveis o céu é o mesmo
E nele sempre tem as pedras que gostamos de chutar e os ventos que gostamos de comer
Da poeira que mistura com a saliva é inevitável o gosto de cimento ou barro
Caminhante não há caminhos...
Por isso, apenas caminhe.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
terça-feira, 21 de julho de 2009
deitado só havia o azul. tudo o que pensava era como ultimamente estava difícil sonhar. perceber como as coisas podem ser fáceis foi arrancado dia-a-dia de seus pensamentos. pequeno homem massa. nasceu moleque e corajoso, herói e destemido em suas histórias juvenis. de tudo que passou só lhe restou o bigode...
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Desligue o motor da razão
Venha ver como dois e dois podem ser cinco
Ouça apenas o batuque sonoro do coração
Destrua o fato
Construa a dúvida
Iluda o desejo
Embriague-se com a canção
A bengala do tempo são cavernas...
Construídas para manter a vontade de se sentir seguro
Trapo ingrato que cobre esta tua pele
Disfarçando a carne e nutrindo o sorriso da ignorância
Rasgue, chute, risque
Corra o risco
Depois abra os olhos
E veja que nem tudo que te rodeia sai do teu umbigo.
Venha ver como dois e dois podem ser cinco
Ouça apenas o batuque sonoro do coração
Destrua o fato
Construa a dúvida
Iluda o desejo
Embriague-se com a canção
A bengala do tempo são cavernas...
Construídas para manter a vontade de se sentir seguro
Trapo ingrato que cobre esta tua pele
Disfarçando a carne e nutrindo o sorriso da ignorância
Rasgue, chute, risque
Corra o risco
Depois abra os olhos
E veja que nem tudo que te rodeia sai do teu umbigo.
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Um ser estranho, em silêncio, me entrega uma cartilha e sai. Esquisito aquilo, na capa há a imagem de um relógio digital, olhei com atenção e percebi que a imagem era animada, marcava as horas de uma forma confusa, os segundos não paravam, mas nunca saia das 21h33min.
Estou num grande salão, rodeado por inúmeras pessoas que conversam entre si, mas não consigo ouvir as vozes. Coloco a cartilha em cima da mesa, abro, ao passar os olhos nas linhas o que leio é repetido por todos ali dentro:
- Deste lado do muro é sempre mais seguro...
Assustado fecho-a e as vozes somem, o movimento no salão não para. Olho para a capa e os segundos passavam.
Naquele palco diário sentia que todos interpretavam um papel misterioso. De alguma forma, todos parecem guardar um segredo do mundo, algo que não posso saber. Olhavam como se parecesse óbvio entendê-los.
Estou num sonho de atos intermináveis.
Estou num grande salão, rodeado por inúmeras pessoas que conversam entre si, mas não consigo ouvir as vozes. Coloco a cartilha em cima da mesa, abro, ao passar os olhos nas linhas o que leio é repetido por todos ali dentro:
- Deste lado do muro é sempre mais seguro...
Assustado fecho-a e as vozes somem, o movimento no salão não para. Olho para a capa e os segundos passavam.
Naquele palco diário sentia que todos interpretavam um papel misterioso. De alguma forma, todos parecem guardar um segredo do mundo, algo que não posso saber. Olhavam como se parecesse óbvio entendê-los.
Estou num sonho de atos intermináveis.
sábado, 4 de abril de 2009
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Circular ou linear, não importa o tempo
O Homem sente a necessidade dos padrões de comportamento
Sempre à beira do caos...
Humanos máquinas servem aos humanos medíocres
Mente humana!
Mente humano!
Falta aos sonhadores, com suas visões multicoloridas, o elixir contra a hipocrisia
Enquanto isso...
Gira! Gira! Humano circular!
O Homem sente a necessidade dos padrões de comportamento
Sempre à beira do caos...
Humanos máquinas servem aos humanos medíocres
Mente humana!
Mente humano!
Falta aos sonhadores, com suas visões multicoloridas, o elixir contra a hipocrisia
Enquanto isso...
Gira! Gira! Humano circular!
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Não é hábito eu ficar colocando citações no blog e também não é falta de assunto para escrever. Mas, navegando pela internet encontrei este texto. Está assinado como sendo do Charles Chaplin, não tenho certeza se é dele. Do Chaplin ou não, o importante é que o texto ficou muito bom e achei legal dividir. Imagine que ótimo seria se o ciclo da vida fosse assim.
"A coisa mais injusta sobra a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás para frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.
Daí viver num asilo, até ser chutado para fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante para poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante àlcool, faz festas e se prepara para a faculdade.
Você vai para o colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna bebezinho de colo, volta para o útero da mãe, passa seus últimos nove meses flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?"
Charles Chaplin.
"A coisa mais injusta sobra a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás para frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.
Daí viver num asilo, até ser chutado para fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante para poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante àlcool, faz festas e se prepara para a faculdade.
Você vai para o colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna bebezinho de colo, volta para o útero da mãe, passa seus últimos nove meses flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?"
Charles Chaplin.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Manhã são as lições
Tarde são os rios e as plantações
Noite é o cantarolar dos pássaros noturnos
Homens a descarregar o cotidiano nos bares
Mulheres em casa, interrompidas de procurarem um espaço para aliviar suas angústias
Muitas são as rezas
Apesar do silêncio, pouca é a paz
Ali onde a paisagem é bela
O tempo está encarregado de tornar tudo apenas mais um lugar.
Tarde são os rios e as plantações
Noite é o cantarolar dos pássaros noturnos
Homens a descarregar o cotidiano nos bares
Mulheres em casa, interrompidas de procurarem um espaço para aliviar suas angústias
Muitas são as rezas
Apesar do silêncio, pouca é a paz
Ali onde a paisagem é bela
O tempo está encarregado de tornar tudo apenas mais um lugar.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Fracionado
Duvido porque vivo, vivo porque duvido
Divido, vivo, somo e subtraio
Traio...
Traindo eu somo
Sentindo me satisfaço
Consentindo eu me desgasto
Na equação da vida
Só resta a multiplicidade da diferença, por onde percorre o ser na busca do não ser
Vivendo vou sendo
Somando vou indo
Cair ou levantar?
Ser bom ou ser mau?
Ou quem sabe igual?
Elevar-se na potência?
Não!
Prefiro reconhecer que sou fracionado
Hoje sou meio
Amanhã, quem sabe, serei inteiro.
Divido, vivo, somo e subtraio
Traio...
Traindo eu somo
Sentindo me satisfaço
Consentindo eu me desgasto
Na equação da vida
Só resta a multiplicidade da diferença, por onde percorre o ser na busca do não ser
Vivendo vou sendo
Somando vou indo
Cair ou levantar?
Ser bom ou ser mau?
Ou quem sabe igual?
Elevar-se na potência?
Não!
Prefiro reconhecer que sou fracionado
Hoje sou meio
Amanhã, quem sabe, serei inteiro.
terça-feira, 25 de novembro de 2008
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Apenas por hoje...
Apenas por hoje, consideremos que a ignorância é uma vaidade do inconsciente; que a verdade é uma mentira, e torna-se verdade apenas porque uma grande quantidade de pessoas te convence a acreditar nela...
Pronto, assim fica mais fácil de entendermos, por exemplo: como os governantes conseguem, de uma hora para a outra, desembolsar bilhões e bilhões de dólares para "salvar" uma corja de banqueiros milionários; como as pessoas, e não são poucas, conseguem pegar o telefone para "eliminar" um participante do Big Brother; enquanto outras preparam uma festa de aniversário para o seu animalzinho de estimação, com um bolo em forma de ossinho e cantando parabéns assim: "Auauau.. auu.. auu. aaauuuu..." Ou ainda, aqueles que conseguem ler a Veja e acreditar que ela está certa; sem contar os muitos que vão às urnas e quatro anos depois nem lembram em quem votaram...
A lista de exemplos vai longe...
Por isso, apenas por hoje, consideremos que a ignorância é uma vaidade do inconsciente.
Pronto, assim fica mais fácil de entendermos, por exemplo: como os governantes conseguem, de uma hora para a outra, desembolsar bilhões e bilhões de dólares para "salvar" uma corja de banqueiros milionários; como as pessoas, e não são poucas, conseguem pegar o telefone para "eliminar" um participante do Big Brother; enquanto outras preparam uma festa de aniversário para o seu animalzinho de estimação, com um bolo em forma de ossinho e cantando parabéns assim: "Auauau.. auu.. auu. aaauuuu..." Ou ainda, aqueles que conseguem ler a Veja e acreditar que ela está certa; sem contar os muitos que vão às urnas e quatro anos depois nem lembram em quem votaram...
A lista de exemplos vai longe...
Por isso, apenas por hoje, consideremos que a ignorância é uma vaidade do inconsciente.
sábado, 18 de outubro de 2008
Já é noite, o relógio marca 23h30min, que logo mostra a temperatura 17Cº. As ruas estão vazias, os bares já recolhem suas cadeiras. Ele para e descansa seus olhos enquanto limpa o óculos, logo o devolve para a base do nariz, abre os olhos e continua a caminhar. Cansado de toda aquela ficção diária, ele repete para si o mesmo pensamento:
- Movo-me através dos estereótipos que caminham seguros nas ruas ladrilhadas pelas aparências.
- Movo-me através dos estereótipos que caminham seguros nas ruas ladrilhadas pelas aparências.
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Ja sentiu?
Aquele forte apelo de todos os teus sentidos,
que quando bate tritura a carne e
faz nascerem os sonhos...
Eis o desejo.
Aquele forte apelo de todos os teus sentidos,
que quando bate tritura a carne e
faz nascerem os sonhos...
Eis o desejo.
O Nada
O nada está no silêncio, o nada está no barulho.
O nada atua nos sentimentos anestesiados pelo cotidiano.
Vasculha os buracos deixados pela sua falta de reflexão.
Perfura sua razão.
Há os que o desprezam, e há os que o escutam.
A diferença é que os primeiros insistem em se fechar nas suas certezas morais e racionais, nestes só o leito da morte abrirá seus ouvidos.
Perceberão que agora, no momento da partida, seus muros de certezas de nada serviram.
Eis o nada proferindo sua última palavra.
O nada seduz.
O nada provoca.
O nada duvida.
No nada não existe dualidade.
O nada nunca é.
Sua imagem nunca teve lugar entre os heróis, sua memória nunca foi lembrada.
Ainda vivo talvez...
Mas sempre no submundo da história.
Relegado ao mundo marginal, onde o absurdo age de forma mais transparente, porém, sem deixar de ser cruel.
O nada atua nos sentimentos anestesiados pelo cotidiano.
Vasculha os buracos deixados pela sua falta de reflexão.
Perfura sua razão.
Há os que o desprezam, e há os que o escutam.
A diferença é que os primeiros insistem em se fechar nas suas certezas morais e racionais, nestes só o leito da morte abrirá seus ouvidos.
Perceberão que agora, no momento da partida, seus muros de certezas de nada serviram.
Eis o nada proferindo sua última palavra.
O nada seduz.
O nada provoca.
O nada duvida.
No nada não existe dualidade.
O nada nunca é.
Sua imagem nunca teve lugar entre os heróis, sua memória nunca foi lembrada.
Ainda vivo talvez...
Mas sempre no submundo da história.
Relegado ao mundo marginal, onde o absurdo age de forma mais transparente, porém, sem deixar de ser cruel.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Ela passou rapidamente da cozinha para a sala, sentou-se e apoiou seus braços na mesa. Uma das mãos segurava trêmula um cigarro na ponta dos dedos, a outra apoiava a testa. Dava para sentir o turbilhão de pensamentos que saltava pelos seus olhos. Comecei a ficar desconfortável, não sabia o que fazer. Sem que eu esperasse a porta se abriu, rapidamente ela pegou a faca...
Intervalo comercial.
- Droga! - pensei.
Desliguei a televisão e fui dormir.
Intervalo comercial.
- Droga! - pensei.
Desliguei a televisão e fui dormir.
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